segunda-feira, 26 de março de 2012

Hoje não toca Raul


Todas as maçãs são iguais, dizia Raul. Assim como todos os homens são iguais na condição de humano. Mas, tal qual a maçã, há uma grande diversidade de cor, textura, sabor. Só um bom apreciador sabe o que é salivar para uma maçã só por lembrá-la. Verdinha feito folha jovem, ou naquele tom de vermelho ideal, rajada, lisinha, com uma textura única. Sejam as azedinhas, as mais doces, as macias, as duras, quase a ponto de ferir quando nos toca a boca. Básicas, amarrantes, suaves.  Têm quem prefira ela mais madura, há quem goste ainda jovem. Há até aqueles que não gostam de maçã, preferem outra fruta. Há os malucos que parecem não gostar de fruta alguma. Mas, dentre os apreciadores, insisto que cada um sabe bem a maçã que lhe enche a boca d’água. Na fruteira, de fato, podem ser muito parecidas, e a maioria muito passíveis de matar a fome imediata e dar certo prazer momentâneo, mas, basta levá-la à boca, sentir seu sabor, para saber que está provando algo mais que gostoso, quem provou Aquela maçã no ponto, do tamanho da sua fome, sabor gostinho-de-quero-mais, há de concordar que não, todas as maçãs não são iguais.

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